Tecnologia, conexão e pertencimento: Por dentro da 1ª edição do LLGirls Conecta – Desenroladas Russas
Quem passou pela sala do LearningLab recentemente encontrou um cenário bem diferente do habitual: luzes, balões, e, claro, muito rosa. Inspirada na cultura pop dos anos 2000, a 1ª edição do LLGirls Conecta – Desenroladas Russas transformou o espaço acadêmico em um ambiente de acolhimento, integração e troca de experiências exclusivo para as estudantes dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia de Software.

A organização desta edição especial resultou de uma parceria entre o Programa LLGirls e o Projeto Desenroladas, uma iniciativa que busca incentivar permanência e o sentimento de pertencimento na área de Tecnologia da Informação (TI). Aproveitando que no dia 23 de abril é celebrado o Dia Internacional das Meninas nas TICs, o evento também serviu como uma forma de reforçar essa pauta, buscando criar uma rede de apoio real e fazendo com que as estudantes se sentissem pertencentes e acolhidas.
A transformação do espaço através da ambientação
Um dos focos principais foi criar uma atmosfera onde as convidadas se sentissem confortáveis e à vontade para interagir. Todas foram recebidas com diversos tipos de jogos, além de uma ambientação com trilhas sonoras e cenas de filmes rolando ao fundo, estabelecendo um espaço seguro e convidativo para as estudantes.
A quebra da formalidade acadêmica foi intencional. Segundo a coordenadora do LearningLab, Jacilane Rabelo, o formato do encontro foi desenhado para gerar identificação e afastar a rigidez típica da área de TI. A estratégia da organização foi garantir um ambiente leve e descontraído para que todas pudessem se divertir e se conhecer de verdade.
Esse cuidado visual e estrutural surtiu um efeito imediato na recepção das convidadas. De acordo com Layla Suyanne, líder do Programa LLGirls, a ambientação da sala foi um dos principais feedbacks positivos compartilhados pelas participantes. “Uma das coisas que as meninas falaram bastante foi a questão da ambientação da sala. Elas gostaram de como ficou a decoração, se sentiram à vontade e, principalmente, porque era um ambiente só de mulheres”, relatou. Segundo ela, ter o evento focado, planejado e executado por mulheres foi fundamental para garantir esse sentimento de segurança e acolhimento.
Por dentro da programação do evento
O encontro priorizou a troca de ideias e a construção de networking. Logo no início, as estudantes que chegaram mais cedo puderam explorar o ambiente, interagindo com os materiais disponíveis — como um livro sobre as integrantes do projeto e o mural de pôsteres preparado para fotos.
A programação oficial começou com uma dinâmica prática em que as participantes foram divididas em squads (equipes de 5 a 6 pessoas), organizados com base nas áreas da TI que haviam demonstrado interesse no formulário de inscrição. Dentro dos grupos, cada participante assumiu um papel técnico específico. Com as equipes formadas, o time do evento realizou perguntas sobre esses diferentes setores, e então cada equipe debateu internamente para chegar a uma resposta em conjunto.

Em seguida, ocorreu uma apresentação do LearningLab, com um foco especial no funcionamento do Programa LLGirls. Para fixar o aprendizado, as integrantes do projeto tomaram a frente para explicar mais a fundo o dia a dia e as responsabilidades de cada um dos papéis técnicos que haviam sido vivenciados nos squads. Essa conexão direta entre a dinâmica e a realidade do mercado foi um ponto importante para engajar as estudantes.
Impacto e representatividade
A primeira edição do LLGirls Conecta – Desenroladas Russas foi idealizada com o propósito de promover a integração, fortalecer o networking e criar um senso de pertencimento real. A recepção das participantes confirmou o sucesso dessa proposta, como destaca uma das integrantes do LLGirls:
O evento foi incrível. Deu para passar a nossa mensagem de apoio e de representatividade feminina dentro do projeto. Foi uma experiência muito legal de conexão.
Sofia Duarte, integrante do LLGirls
Foi justamente por conta desse ambiente acolhedor que o evento serviu também como porta de entrada para o Programa LLGirls, com a realização de um processo seletivo exclusivo para mulheres, resultando no ingresso de 13 novas integrantes ao LearningLab. O programa tem como objetivo submeter as participantes a treinamentos reais em diversas frentes, como Desenvolvimento Front-End e Back-End, Análise de Dados, Qualidade e Processos, UX/UI Design, Pesquisa Científica, entre outros. A ideia é que, ao longo dessa jornada prática, as alunas identifiquem suas maiores aptidões.
Segundo Rachel Liberato, estudante do 6º semestre de Engenharia de Software e membra do LLGirls, a iniciativa preenche uma lacuna importante da vivência acadêmica: “O problema da faculdade é que focamos muito na teoria e falta um pouco da prática. O LLGirls proporciona essa vivência para as meninas, o que faz com que elas se sintam mais pertencentes ao curso através dessas experiências reais”.

Garantir a presença de mulheres na tecnologia envolve construir um espaço onde elas encontrem identificação, sintam-se pertencentes e possam se destacar, inovar e liderar. Nesse cenário, o LearningLab atua como um exemplo prático. Manter uma estrutura com mais de 100 membros operacionais exige trabalho contínuo, a energia e o engajamento gerados por iniciativas como essa mostram que o resultado vale a pena. A primeira edição do LLGirls Conecta – Desenroladas Russas foi um sucesso nesse sentido e serviu pra provar que criar redes de apoio é um caminho seguro para transformar o cenário acadêmico.
